"Os atendidos pelas ONGs: as estrelas mais brilhantes da nossa constelação"


Autora: Suzanne Legrady

Há alguns anos, quando eu trabalhava na USP – Universidade de São Paulo, participei de uma reunião na qual o líder de um projeto que implantaríamos, se exaltou com a fala de um dos seus colaboradores. Neste momento, sentado na ponta de uma mesa bem comprida, bateu as duas mãos no peito e afirmou com veemência:

- A estrela aqui sou eu!

Aquilo me causou um grande espanto, pois mesmo que eu fosse inexperiente, com os meus 26 anos, tinha a convicção que aqueles que deveriam ser as estrelas eram os jovens atendidos, os quais davam sentido maior ao desenvolvimento dos nossos projetos de cunho artístico, cultural e educativo.

Ao longo dos anos, fui me especializando em temas sociais e conhecendo muitas estrelas brilhantes que formam uma belíssima constelação.

Quem são todas estas estrelas?

Pessoas com um potencial imenso, mas que tiveram poucas oportunidades em suas vidas devido a situações incontroláveis relacionadas com os contextos comunitários, familiares e sociais nos quais se inseriam.

E qual estrela brilha mais?