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A Visão do Gestor em uma Instituição Bicentenária

  • 27 de jul.
  • 2 min de leitura

Exercer uma função de gestão em uma instituição bicentenária significa compreender que cada decisão tomada transcende o presente. Não se trata apenas de administrar recursos, pessoas e processos, mas de contribuir para a continuidade de uma história construída ao longo de duzentos e cinquenta e três anos, preservando seus valores e preparando a instituição para os desafios das próximas gerações.


Compreendo que a liderança deve estar fundamentada, antes de tudo, na comunicação clara e na escuta ativa. Acredito que as melhores decisões são construídas por meio do diálogo, da valorização das diferentes perspectivas e da participação das pessoas que vivenciam diariamente os processos institucionais. Ouvir é uma prática de gestão que fortalece o compromisso coletivo, amplia a confiança e favorece a construção de soluções compartilhadas.


Ao mesmo tempo, reconheço que a flexibilidade é indispensável para conduzir uma instituição com tradição e relevância histórica. Respeitar o legado institucional não significa resistir às mudanças, mas adaptar-se às novas demandas com responsabilidade, buscando soluções inovadoras sem perder de vista os princípios que sustentam a identidade organizacional.


Nenhuma estratégia produz resultados sem pessoas comprometidas. Liderar significa compreender as necessidades das equipes, administrar conflitos com equilíbrio, estimular a cooperação e desenvolver um ambiente de respeito e confiança, no qual cada profissional se sinta valorizado e corresponsável pelos resultados alcançados.


Conforme destaca Idalberto Chiavenato, as pessoas deixaram de ser consideradas apenas recursos organizacionais para se tornarem parceiras estratégicas das instituições, sendo responsáveis pela geração de conhecimento, inovação e vantagem competitiva. Assim, investir no desenvolvimento de competências, incentivar o aprendizado contínuo, reconhecer desempenhos e fortalecer o trabalho colaborativo representam ações essenciais para assegurar a sustentabilidade institucional.  


A excelência organizacional depende da integração entre a gestão estratégica dos processos e a gestão de pessoas. Processos eficientes somente produzem resultados quando executados por equipes capacitadas, engajadas e alinhadas aos objetivos institucionais. Da mesma forma, pessoas alcançam seu melhor desempenho quando encontram processos bem estruturados, transparentes e orientados para a melhoria contínua. Essa visão integrada fortalece a governança, amplia a eficiência administrativa e promove uma cultura organizacional voltada para a inovação, a qualidade e a entrega de valor à sociedade.


Visão esta, que direciona as minhas ações como gestora, uma liderança humanizada, estratégica e comprometida com o legado histórico da instituição. Inspirado pelos princípios da administração defendidos por Peter Drucker, para quem o papel do gestor é tornar as pessoas capazes de produzir resultados coletivos, e pela concepção de Chiavenato de que o maior patrimônio das organizações são as pessoas, compreendo que liderar uma instituição bicentenária é integrar tradição e inovação, preservando sua história enquanto se constroem as bases para um futuro sustentável, eficiente e socialmente relevante.


Referências

  • CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel da gestão do talento humano. 6. ed. São Paulo: Atlas/GEN, 2025. Instituto Chiavenato

  • DRUCKER, Peter F. O líder do futuro. São Paulo: Futura, 1996.

  • DRUCKER, Peter F. Administrando para o futuro. São Paulo: Pioneira, 1996. 

Sobre a autora

Joseane Zeiser é Pedagoga, especialista em Gestão Empresarial, Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano e atua como coordenadora geral na Irmandade do Divino Espírito Santo - IDES.


 
 
 

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