IDES: 245 anos de Amor e Fé



Em 10 de junho de 1773, “50 homens instituíram a Irmandade do Divino Espírito Santo – IDES”, cuja sede inicial era junto à Igreja da Vila de Nossa Senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina, hoje, nossa Catedral Metropolitana. Era uma quinta-feira de Corpus Christi, dia do Anjo Custódio de Portugal e da morte do poeta Luís Vaz de Camões, o gênio da literatura portuguesa, autor de Os Lusíadas. (A partir de 1978, passou a ser, também, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas).

Era Rei de Portugal, D. José I - “O Reformador”. Fazemos reverência a ele e a seus sucessores: D. Maria I, D. Pedro III e D. João VI. Este último, chamado de “O Clemente”, transferiu o reinado para o Brasil, em 1808.

A população brasileira era inferior a 3,3 milhões de habitantes. Hoje, somos 213,4 milhões! Convivíamos com o regime da escravidão do negro africano, iniciado no século XVI e abolido somente em 1888, com a Lei Áurea. A imprensa de Gutemberg já existia, a partir de 1438. Entretanto, ainda não tínhamos a Anestesia (1799), a Aspirina (1870), o Raio X (1895), a Insulina (1889), o Avião (entre 1903-1908), o Rádio (1906), a Televisão e a Penicilina (1928), o Marca-Passo (1956), o AZT (1964) e muitas outras importantes invenções de grande repercussão na humanidade. Enquanto a chegada dos Açorianos a Santa Catarina deu-se a partir de 1748, a imigração somente começou em 1818, com os alemães, depois os italianos (1880), os japoneses (1908) etc.


(IDES em 1900)

A IDES, portanto, percorreu um largo tempo: do Reinado de D. José I, em Portugal (1758-77) a D. João VI, da Independência, com os Imperadores D. Pedro I e D. Pedro II (1822 a 1889), da República (com 40 Presidentes), de períodos excepcionais e da experiência parlamentarista. Conviveu até com a ameaça inimiga, a invasão espanhola de 1777, na Ilha de Santa Catarina, registrada em seus documentos.

Venceu os desafios do tempo, de duas Grandes Guerras, dos diferentes regimes, das formas de governo, das crises econômicas e políticas.