PORQUE PERDOAR



Avó e neta sentadas no chão felizes

(Detalhe do painel "Paz" que faz parte da obra "Guerra e Paz" do Portinari)

Todos nós, com maior ou menor intensidade, sofremos decepções, somos injustamente ofendidos e criticados, caluniados, difamados, traídos e até perseguidos. Essa dor nos provoca tristeza, cicatrizes e, no ponto extremo, até pode se transformar em ódio, rancor e revanchismo.

“O câncer ainda é uma doença enigmática e assustadora”. Não há relação sustentada pela ciência de que o ódio provoca o câncer. Entretanto, sabemos que nossas células são vivas e tudo que é vivo depende do estado emocional para estar bem ou mal. Quando “ruminamos” e guardamos rancor, prejudicamos nosso organismo, pois nos colocamos num estado de negatividade, prejudicial à nossa saúde. Muitos estudiosos insistem que um dos motivos causadores do câncer é a mágoa, o ressentimento que conservamos, o ódio que “alimentamos”. Há afirmações categóricas de que “O ódio é o câncer da alma” (Tania LB). É preferível, pois, viver bem consigo mesmo, sem ódio, sem rancor, sem mágoas. Até se diz que “a doença passa longe das pessoas positivas e felizes”.


(Detalhe do painel "Guerra" que faz parte da obra "Guerra e Paz" do Portinari)

Jesus nos ensinou, na oração do Pai Nosso: “Perdoai as nossas ofensas, como também nós perdoamos aqueles que nos ofenderam” e explicou porque devemos perdoar. As pessoas de fé sabem que Deus só está presente num ambiente de amor e de caridade.

Perdoar, reconciliar e esquecer os desafetos são decisões difíceis. Alguns são teimosos, intransigentes e resistem em tomá-las. Os conflitos são mais facilmente superados, quando aprendemos a respeitar a diversidade e cultivamos a unidade e a humildade.