Vale a pena ser ÉTICO?


Autor: Murilo de Lima Denardi, Educador do Formação Aprendiz

Esta foi a pergunta lançada para os aprendizes da turma contínua de segunda-feira do Núcleo Formação e Trabalho (NUFT), ao concluir o módulo de Cidadania e Responsabilidade Social. Tal módulo aborda as condições sociais que nos cercam, dando orientação para discussões e análises de como podemos melhorar essas condições, assumindo o papel de atores sociais.

O questionamento que dá título a este artigo foi alcançado como um resultado de nossos estudos, uma reflexão sobre as nossas atitudes e atuação dentro da sociedade. Para conseguir responder a pergunta, é necessário desenvolver um breve conceito do que é ética e qual o motivo essencial para resgatá-la ao cenário social vivido pelos brasileiros atualmente.


Nota-se que ética não é uma questão de “ter”, e sim uma questão de “ser”. O indivíduo escolhe ser ético ou não. Não há “monitores da ética” para avaliar a conduta dos indivíduos e classificá-los como ético ou antiético. A pessoa é ética quando decide, através de suas atitudes e valores (que ela escolheu), manter o bem-estar e a boa convivência dos outros ao seu redor, daqueles que compartilham o mesmo espaço privado e público.

Em situações recentes, onde escândalos políticos estão aparecendo à tona, índices de criminalidade aumentam em greves policiais, medidas de reforma são estabelecidas sem o debate público-democrático, parece difícil acreditar que há algum motivo para ser ético. Nessas condições, aqueles que tentam arduamente ser éticos encontram o seguinte conflito: “Estou sendo bobo? Vale a pena?”.

Eis o grande impacto da ética no contexto coletivo-social: as ações e o comportamento dos indivíduos inseridos em certa sociedade formam uma expectativa de como todos devem agir. Um exemplo dado por um aprendiz foi extremamente interessante: os alunos do terceiro ano do ensino médio de certa escola sempre furam a fila do lanche para conseguir as fatias maiores de bolo e salgados recém-preparados. Não demorou muito para que todos os alunos de todos os anos do ensino médio começassem a furar a fila do recreio para conseguir o mesmo benefício de forma injusta perante os colegas do ensino fundamental. A sensação de “falta de retorno” faz com que os praticantes da ética percam a vontade, aumentando as chances de piorar as condições de convívio de certo espaço coletivo.

Entretanto, com todas essas considerações, os aprendizes responderam à questão proposta com um simples “sim”. Segundo eles, viver em um contexto nada favorável para o bem-estar coletivo, gera o desejo de querer melhorar esses cenários, pois eles conseguem notar a insatisfação geral daqueles que vivem ao seu redor.

Eles escolheram ser éticos. Eles querem o bom uso dos espaços públicos, o convívio saudável de todos. Agora o caminho será traçado por eles, através da aplicação de seus valores, através de suas escolhas.


#Aprendiz

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